LUAN SANTANA GANHA BIOGRAFIA ESCRITA POR JORNALISTA; LEIA TRECHO

Em 2007, Luan Santana realizou um show em Bela Vista, no Mato Grosso do Sul. Na ocasião, tocou por mais de uma hora e recebeu um cachê de R$ 500,00. Depois de deduzir as despesas, o cantor ficou com R$ 50,00 uma fração mínima dos R$ 250 mil, em média, que ele recebe por show atualmente.
Em “Luan Santana: A Biografia”, o jornalista Ricardo Marques revista os principais marcos da vida do cantor sertanejo, utilizando fotos e documentos inéditos para reconstruir a trajetória rumo ao sucesso.
Mais do que revelar o caminho do artista, o livro apresenta a história de um Brasil tão menosprezado quanto independente e vencedor. Para muitos, o Brasil que dá certo. O país de Luan Santana.



Leia abaixo um trecho do livro, "Luan Santana: A Biografia"

O gurizinho cresceu

Dezoito de julho de 2015, 23h, um sábado de inverno em Itapecerica da Serra, região metropolitana de São Paulo. Uma multidão de jovens, tanto garotas quanto rapazes, espera impacientemente o início do show que encerraria a tradicional Festa de Peão de Boiadeiro realizada anualmente na cidade. Já perto da meia-noite, os organizadores liberam a imensa arena, onde, nos últimos dias, os peões se arriscaram no lombo de touros e cavalos bravos. Rapidamente o público toma conta da pista de areia. Agora, para onde se olha todos os lugares estão ocupados: a arena, as arquibancadas, os camarotes. Os locutores entretêm as pessoas até que, já depois da meia-noite e meia, a cortina se abre e Luan Santana surge em meio a uma apoteose de fogos de artifício, canhões de luzes, fumaça e papel laminado. O palco é grandioso: quatro telões nas laterais, um piano em uma plataforma giratória, a banda e três backing vocals. No fundo, um painel luminoso que reproduz a fachada de um cinema antigo. Luan veste terno preto, camisa preta de bolinhas brancas e gravata, cheio de estilo. E as fãs gritam e cantam, sem parar, eufóricas, milhares delas, de celulares em punho, filmando tudo. Em todos os sentidos, uma superprodução. Algumas horas depois, na tarde de domingo, o portal UOL já publicava uma chamada em destaque, remetendo a uma matéria do site da Caras, com várias fotos do show em Itapecerica da Serra. A primeira foto mostrava Luan segurando um sutiã vermelho jogado ao palco por uma fã.
Onze de agosto de 2007, 23h30, também um sábado de inverno, em Bela Vista, interior do Mato Grosso do Sul. Se fosse um filme, a câmera que filmava Luan no palco em Itapecerica da Serra começaria a perder o foco e, num corte rápido, a imagem do cantor de 24 anos, com barba rala, bigode e corpo musculoso, com roupa de grife, seria substituída pelo rosto de um adolescente de 16 anos, franzino, em trajes “de ficar em casa”, um pouco assustado e sem jeito, mas mesmo assim eufórico. Para o público, aquele menino era o Gurizinho, como anunciavam uns poucos cartazes na cidade com menos de 25 mil habitantes, na fronteira do Paraguai. O cenário grandioso do show de 2015 seria substituído por um pequeno palco no canto de um barracão pintado verde-oliva, sede do Clube Pedro Rufino, que pertence ao exército. O palquinho acanhado tem menos de um metro de altura, quase no nível do público, e não há nenhuma decoração, a não ser um banner de Robson & Juliano, uma dupla sertaneja de Campo Grande. Em vez do astro da noite, Gurizinho seria apenas o cantor do show de abertura. Nenhuma fã atiraria peças de roupa no palco. E, no dia seguinte, nenhuma notícia na internet ou em jornais e revistas.

Fonte: Folha de São Paulo

Foto retirada do livro "Luan Santana: A Biografia"


Foto retirada do livro "Luan Santana: A Biografia"
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